Hume e Spinoza, dois ensaios

visNaturalismo em Spinoza e Hume, por Bernardo Bianchi

Muito freqüentemente, levados por argumentações convincentes, submetemos nossos juízos à autoridade de terceiros e ignoramos certas relações filosóficas que, de outro modo, se nos afigurariam como algo auto-evidentes. Acostumados a cavar trincheiras, não percebemos os armistícios e mesmo as alianças intelectuais que se insinuam na filosofia. Desse modo, assaltados pela carga semântica de categorias tais como racionalismo e empirismo, alvoroçamo-nos em arrumar os campos antagônicos e a escolher nosso lado nesta espécie de grande disputa filosófica. Mas raramente as grandes palavras servem para algo verdadeiramente útil.

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Da instituição de pontes, por Cesar Kiraly

Por certo, a ponte Hegel-Spinoza é distinta da Spinoza-Hegel, bem como, Hume-Spinoza é distinta da Spinoza-Hume. Spinoza-Hume é uma ponte possível, mas ilógica. O efeito de Hume-Spinoza é similar ao efeito Spinoza-Hegel, qual seja levar dimensão de fragmento, a uma península de absolutos. Uma ponte serve para levar senão pedaços. Esta percepção nos mostra que construir pontes entre filosofias não é a mesma coisa do que demonstrar, dentre elas, influências. As influências, inclusive, são pouco filosóficas, mas bastante históricas. Para se determinar uma influência é preciso realizar alguma sorte de trabalho detetivesco. É preciso mostrar alguma citação direta ou indireta, encontrar um livro anotado do influenciador na biblioteca do influenciado, estabelecer relações entre um professor influenciador de um influenciado com os argumentos do influenciado de segunda geração etc. Como em toda tentativa de demonstração de fidelidade ou infidelidade, a prova nunca chega. Ou seja, salvo quando não existe influência direta, por impossibilidade do tempo, da geografia, é simples estabelecer relações de influência, porque nelas toda prova é acidente: e pensar pela fidelidade ou infidelidade produz um pensamento de razões próprias. Mas isso não significa que, filosoficamente, a despeito de serem encontradas provas da influência não possamos construir pontes.

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Relatório de Atividades do Laboratório de Estudos Hum(e)anos, 2009.

Relatório de Atividades do Laboratório de Estudos Hum(e)anos, 2009.
http://estudoshumeanos.com/

Coordenador Acadêmico:
Renato Lessa

Coordenador Executivo:
Cesar Kiraly

Pesquisadores:

Alexandre Bacelar Marques
Dotorando em Ciência Política pelo IUPERJ

André Luiz de Jesus Rodrigues
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ

Bernardo Bianchi Barata Ribeiro
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ

Cesar Kiraly
Doutor em Ciência Política pelo IUPERJ

Chiara Araújo
Mestranda em Ciência Política pelo IUPERJ

Cleber Ranieri Ribas de Almeida
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ

Cynthia Cristiane Guereiro Baldi
Doutoranda em Teoria Psicanalítica pela UFRJ

Gustavo Cezar Ribeiro
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ

Luís Falcão
Mestrando em Ciência Política pelo IUPERJ

Mayra Goulart da Silva
Doutoranda em Ciência Política pelo IUPERJ

Paula Pimenta Velloso
Mestranda em Ciência Política pelo IUPERJ

Paulo Henrique Granafei
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ

Pedro Luiz Lima
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ

Rachel Herdy
Doutoranda em Sociologia pelo IUPERJ

Rafael Assumpção de Abreu
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ

Tereza Mendonça
Programa de Pós-Doutorado do IUPERJ e Doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.

Pesquisadores Associados:

Caterina Koltai
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Cícero Romão Araújo
Universidade de São Paulo

Desidério Murcho
King’s College London

Diogo Pires Aurélio
Instituto de Filosofia da Linguagem da Universidade Nova de Lisboa – Portugal

Fernando Gil (in memoriam)

Joel Birman
Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade do Estado do Rio de Janeiro

John Christian Laursen
Universidade da Califórnia Riverside

Laura Gioscia
Professora da Universidad de la República (Uruguai)

José Raimundo Maia Neto
Universidade Federal de Minas Gerais

Rui Bertrand Romão
Instituto de Filosofia da Linguagem da Universidade Nova de Lisboa – Portugal

Paulo Tunhas
Universidade do Porto - Portugal

Plinio Junqueira Smith
Universidade de São Judas Tadeu

Linhas de pesquisa:

Pensamento Soberano, Abismo de Fundamento e Formas de Irresolução

Linha de investigação do pensamento político de Fernando Gil. Tradicionalmente lido como filósofo da teoria do conhecimento, as investigações de Fernando Gil sempre mantiveram proximidade com as questões da filosofia política. O que nos leva a aproximar: (1) investigação acerca dos modos de conhecer às (2) crenças, descritivas ou normativas, de como o mundo político deve ser constituído. Desde seu livro, Provas, Fernando Gil possui interesse em pensar o modo pelo qual questões cognitivas estão envolvidas em nossas crenças sobre a vida pública. Assim, a linha de pesquisa de investigação do pensamento de Fernando Gil privilegia as temáticas do pensamento soberano (indicações que Fernando Gil estabelece, tendo a prova ontológica de Anselmo, à compreensão da temática do poder soberano), da distinção entre fundamento e fundação e da relevância da distinção entre os atos de crença (convicção e evidência). Podemos sistematizar as preocupações da linha de pesquisa:

(I) pensamento soberano;
(II) distinção entre fundamento e fundação;
(III) distinção entre epistêmico e epistemológico.

David Hume em Auschwitz

Trata-se de uma linha de investigação baseada na análise da literatura de testemunho a respeito da Shoá, fundada nas seguintes questões:

(I) a possibilidade de um experimento humano baseado na supressão das crenças ordinárias;
(II) a utilização do argumento humeano a respeito da natureza humana (i.e. os seres humanos como animais que crêem) para uma representação possível do experimento do Holocausto;
(III) a tensão entre engajamento moral e ceticismo cognitivo presente em parte da literatura sobre a Shoá;
(IV) a produção de formas narrativas e de efeitos de conhecimento que resultam dessa tensão, em particular a decisão de mostrar, no lugar de explicar;
(V) o desenvolvimento de uma estética de fragmentos, dada a força da atitude cética básica diante de cenários que não permitem explicação sinóptica;
(VI) o campo de extermínio como lugar de uma relação assimétrica que ultrapassa as definições canônicas de poder, a indicar o desencontro básico entre a filosofia política e a experiência de Auschwitz.

Da Filosofia Política e das Crenças

A estratégia de investigação tomará por base uma distinção entre exigência epistemológica e exigência epistêmica, no que diz repeito à validação. A primeira reúne requisitos para asseverar a veracidade de uma proposição, no âmbito da relação entre o conhecimento e seu objeto (é por essa razão, que nesse domínio a validação dependerá quer da prova, quer da argumentação, pois incide sobre processos que podem ser mostrados). A segunda habita os domínios da relação entre o sujeito e o seu saber, e põe em ação mecanismos tais como evidência, convicção e crença.

Convite à Filosofia Política

A linha de trabalho aqui sugerida tem por finalidade a produção de um texto de introdução à história e a algumas questões fundamentais da filosofia política. A motivação fundamental para a elaboração do texto deriva de meu envolvimento com ensino de graduação, em teoria política, e com um projeto de disseminação de cultura científica – o Instituto Ciência Hoje, presidido pelo coordenador acadêmico do laboratório, professor Renato Lessa, desde 2003.

Trata-se, aqui, da elaboração de um livro, voltado para estudantes de graduação e de mestrado, com foco na dimensão necessariamente filosófica da teoria política. Tal dimensão está presente na necessária operação de mecanismos filosóficos, em todos os discursos a respeito da política. Tais mecanismos serão tomados como fios condutores para a apresentação históricamente ordenada de concepções de mundo. Em termos esquemáticos, tais mecanismos filosóficos podem ser apresentados como uma seqüência de decisões:
(I) decisões de ordem ontológica – a respeito do desenho do mundo;
(II) decisões de ordem antropológica – sobre modelos de natureza humana;
(III) decisões de ordem epistemológica – a respeito do alcance do conhecimento;
(IV) possível sobre o mundo social;
(V) decisões de ordem ética e a respeito de critérios de justiça;
(VI) decisões de ordem retórica.

Tal conjunto de decisões permite a representação da filosofia política como uma atividade de fabricação de mundos sociais possíveis. A idéia é por ao alcance de um público mais amplo um convite à reflexão sobre a política, de uma perspectiva filosófica, distinta dos enquadramentos tradicionais e correntes da história das idéias e dos conceitos.

Ceticismo e Teoria das Instituições

O ceticismo moderno possui larga agenda de temas relacionados à configuração, e diagramação, institucional da política, os quais podem ser reunidos sob a legenda construtivismo político; à semelhança com o construtivismo artístico, o ceticismo moderno inaugura um denso vocabulário pictórico para tratar dos conceitos políticos. A linha de pesquisa aborda os pensadores da filosofia da linguagem, bem como, os que convencionalmente são chamados de filósofos analíticos. Contudo, em virtude da abordagem humeana desses autores, inclusive abordagem criticista da idéia de regras sociais, a linha de pesquisa desenvolve trabalho acerca da irredutibilidade do conceito de crença aos seus aspectos regulares.

Filosofia Política e Psicanálise

Freud possui uma série de reflexões sobre a natureza humana, a natureza da vida social e sobre a natureza das instituições políticas. As intuições de Freud foram exploradas pela escola de Frankfurt, bem como, pelo pensamento francês de orientação estruturalista. Por outro lado, o pensamento de Freud pode ser investigado sob a chave reflexiva cética, pelos conceitos de crença e regra, sentimentos morais e paixões, bem como, prazer e dor, temas da antropologia cética. A linha de pesquisa investiga os autores das tradições freudo-marxistas, althusserianas e pensa os rebatimentos do ceticismo na psicanálise.

Teoria das Instituições de Arte

A convenção política costuma ler os fenômenos sociais sob a perspectiva da soberania, de modo que as instituições são vistas pelo fundamento do infinito, do pensamento soberano, contudo, a abordagem filosófica da circunscrição revela outros critérios para a compreensão dos fenômenos políticos, a perspectiva da inventividade, da singularização e da autenticidade, pensamento estético; nessa perspectiva a fundação das instituições de arte são significativas da tentativa de horizontalização dos jogos de poder. A linha de pesquisa investiga os autores tradicionais da filosofia e da teoria da arte, bem como, os críticos de arte, do séc. XVIII ao séc. XX. Investiga as distinções entre as instituições modernas de arte e as novas configurações institucionais da arte contemporânea.

Simpósios, em 2009:

Simpósio Internacional, Le Concept de Tolérance – 07/12/200

Chamada Convite:

O Laboratório de Estudos Hum(e)anos do IUPERJ e a PUC-Rio convidam a todos a participar da Jornada “A Questão da Tolerância” com os professores Syliane Malinowski-Charles (Bishop’s University), Stéphane Pujol (Université de Paris, IV) e Sébastien Charles (Université de Sherbrooke, Québec, Canadá). O evento será realizado no dia 7/12/2009 às 9:00.

7/12/2009

Jornada IUPERJ/PUC-Rio

A Questão da Tolerância/Le Concept de Tolérance

Sessão I: Coordenação Renato Lessa (IUPERJ)
9:00-10:00h Syliane Malinowski-Charles (Bishop’s University, Canada): Spinoza et la tolérance : sur la nécessité et les limites de la liberté d’expression
10:00-10:30h debate.
10:45-11:45h. Stéphane Pujol (Université de Paris, IV): « Tolérer l’intolérant ? De la pétition de principe aux actualisations littéraires ».
11:45-12:15 debate.
12:15-14hs intervalo para almoço

Sessão II: Coordenação Danilo Marcondes (PUC-Rio)
14:00-15:00hs. Sébastien Charles (Université de Sherbrooke, Québec, Canadá): Voltaire penseur de la tolérance : du combat contre le fanatisme à la lutte contre l’athéisme.
15:00-15:30h. debate.
15:30hs. Encerramento

Colóquio Hume e Freud, 04/12/2009

Chamada Convite:

Colóquio Hume e Freud (04 de Dezembro)

A idéia do Colóquio Hume e Freud é constituir um novo campo de questões em filosofia e psicanálise. Um novo vocabulário e uma nova gramática para tratar os assuntos de filosofia da mente, moral e política. Esta gramática não se confunde com aquela presente no campo lacaniano, como também não se confunde com aquela presente na psicanálise de orientação anglo-americana, ou ainda com as afinidades entre Heidegger e a psicanálise. Contudo, essa gramática é uma expectativa e a sua possibilidade é um experimento filosófico, cuja inauguração se dá com o presente colóquio. O conjunto de questões capaz de unir os pensamentos de Freud e Hume é relativamente bem delimitado: concepções de mente, concepções de moralidade e concepções de política. O presente colóquio cobrirá apenas o primeiro item desse conjunto de questões. Para isso, foram destacadas as obras dos percursos investigativos de Freud e Hume que abordaram o problema da mente. Noutra ocasião serão privilegiadas as províncias da moralidade e da política. Cabe lembrar que este colóquio faz parte do esforço de discussão entre filosofia política, ceticismo e psicanálise.

Programação:

14:00

Margarida Cavalcanti
Projeto para uma Psicologia Científica

14:30

Cesar Kiraly
Livro I do Tratado da Natureza Humana

intervalo

15:15

Simone Perelson e Isabel Fortes

Capítulo VII da Interpretação dos Sonhos

16:00

Renato Lessa

Investigação sobre o Entendimento Humano

intervalo

16:45

Joel Birman

Para Além do Princípio do Prazer

17:00

Joel Birman, Renato Lessa e Cesar Kiraly

Relações entre Freud e Hume

Participantes

Joel Birman

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/RJ, 1971), Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ, 1976), Mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ/RJ, 1979), Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP/SP, 1984). Realizou seu Pós-Doutorado em Paris, no Laboratoire de Psichopathologie Fundamentale et Psychanalyse (Université Paris VII). Membro de honra do Espace Analytique, instituição francesa de Psicanálise dirigida por Maud Mannoni e Jöel Dor. Aprovação em Banca para “Directeur d´Étude em Sciences Humaines”, Université Paris 7 (fevereiro de 2008). Atualmente é professor titular / pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (desde 1991) onde leciona e é pesquisador no programa de mestrado e doutorado em Teoria Psicanalítica. Professor adjunto do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS-UERJ) desde 1986, atuando no mestrado e doutorado em Saúde Coletiva. Pesquisador no Collège International de Philosophie, em Paris. Colabora com várias publicações especializadas, no Brasil e no exterior, e é autor de vários livros. Atuando principalmente nos seguintes temas: psicanálise,história e filosofia das ciências e da saúde, feminilidade e sujeito.

Renato Lessa

Pesquisador I A do CNPq desde 2004 -, graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (1976) e Mestre (1987) e Doutor (1992) em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ). Realizou estágios de Pós-Doutorado na American University (Washington, DC) (1994); na Universidade de Lisboa (2004) e na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (Paris)- na qual foi Diretor de Estudos no Centre de Théorie et Histoire des Arts -, em 2005. Desde 1978 é professor de Teoria Política da Universidade Federal Fluminense, sendo desde 1994 Professor Titular. Professor Adjunto do IUPERJ de 1992 a 1999. A partir de 1999 ocupa, na mesma instituição, a posição de professor titular de Teoria e Filosofia Política. Recebeu, em 2006, do Ministério da Ciência e Tecnologia, a Medalha do Mérito Científico, vindo, com isso, a integrar a Ordem do Mérito Científico, na categoria comendador.

Simone Perelson

possui graduação em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1987) , mestrado em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992) , doutorado em Psychopathologie Fondamentale et Psychanalyse pela Universite de Paris VII - Universite Denis Diderot (1999) e pós-doutorado pela Universite de Paris VII - Universite Denis Diderot (2001) . Atualmente é professor visitante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Colaboradora da Hospital Moncorvo Filho, prestadora de serviço da Barra D’or, Membro de corpo editorial da Psicologia Ciência e Profissão, Revisor de periódico da Revista Ágora (Rio de Janeiro), Revisor de periódico da Psicologia Ciência e Profissão, Revisor de periódico da Psicologia. Reflexão e Crítica, Revisor de periódico da Psicologia Clínica, Revisor de periódico da Cadernos de Psicologia - UFS e Membro de corpo editorial da Revista Ágora (Rio de Janeiro). Tem experiência na área de Psicologia , com ênfase em Tratamento e Prevenção Psicológica. Atuando principalmente nos seguintes temas: desejo gozo ética democracia totalitarismo.

Isabel Fortes

Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1988), mestrado em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1993) e doutorado em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Pesquisador docente com Bolsa de fixação pesq. (FAPERJ) no Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro de agosto de 2006 a agosto de 2008. Desde setembro de 2008 atua como Professor-Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica. Psicanalista, tem experiência na área de docência de Psicologia, com ênfase em Psicanálise, atuando principalmente nos seguintes temas: feminilidade, escrita feminina, identificação, sofrimento, pulsão, gozo, masoquismo, corpo e cultura contemporânea. Estes temas têm sido desenvolvidos a partir de Freud, Lacan, Bataille e Nietzsche.

Margarida Cavalcanti

Possui graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1982), mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1998) e doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2003). Tem experiência na área de Ciências Humanas e Saúde, com ênfase em Psicanálise, atuando principalmente nos seguintes temas: Freud, pulsões, clínica psicanalítica, subjetivação, Michel Foucault.

Cesar Kiraly

Professor do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio. Atua como Coordenador Executivo e Pesquisador do Laboratório de Estudos Hum(e)anos do IUPERJ. Desenvolve pesquisas em filosofia política, relativa às temáticas da filosofia da experiência política de Hume, da fundação epistemológica da ciência da política e da filosofia da linguagem política, em filosofia da arte, mais especificamente acerca das relações entre estética, crítica de arte e política e em filosofia do direito, no que concerne à lógica do direito, a fundação cética dos direitos humanos e ao positivismo jurídico. Publicou em 2009 o livro, sobre o pensamento de H. L. A. Hart, O Guarda-Chuva de Regras: um ensaio sobre a filosofia de Herbert Hart e trabalha atualmente no livro Os Limites da Representação: um ensaio sobre a filosofia de David Hume. Além disso, compõe a editoria da Revista Estudos Políticos do Núcleo de Teoria Política do Departamento de Ciência Política da UFRJ e da Revista Estudos Hum(e)anos do Laboratório de Estudos Hum(e)anos do IUPERJ.

I Encontro Nacional dos Pesquisadores em David Hume, 02 e 03/10/2009

Programação:

PROGRAMAÇÃO - I ENCONTRO HUME
02 outubro - Sexta feira
09:00 - 10:00 Abertura com Renato Lessa
Mesa 1
Coordenação: Marília Côrtes de Ferraz
10:30 - 11:00 Mário Sérgio da Conceição Oliveira Junior (UFPA)
Hume e a Condição Estética
11:00 - 11:30 Rafael Fernandes Barros de Souza (UNICAMP)
Da uniformidade de gosto
11:30 - 12:00 Julio Andrade Paulo (UFMG)
A beleza e a virtude no Tratado da Natureza Humana
12:00 - 12:30 Debate
12:30 – 14:00 Almoço
Mesa 2
Coordenação: Lívia Guimarães
14:00 – 14:30 Marília Côrtes de Ferraz (USP-FAPESP)
Hume e a crença na vontade livre
14:30 – 15:00 Marcos Ribeiro Balieiro (USP)
Sociabilidade e progresso em David Hume
15:00 – 15:30 Carlos Roberto Alves Lima
Da Delicadeza do Gosto e da Paixão em David Hume
15:30 – 16:00 Debate
16:00 - 16:30 Café
Mesa 3
Coordenação: Anice Lima de Araújo
16:30 – 17:00 Thais Cristina Cordeiro (IUPERJ)
A moral demonstrativa em Locke: uma leitura segundo Hume
17:00 - 17:30 Luís Alves Falcão (IUPERJ)
Os fundamentos da Economia Política em David Hume: a Economia como Ciência Moral
17:30 – 18:00 André Luiz de Jesus Rodrigues (IUPERJ)
As fragilidades do real: O regime de contingência em Montaigne, Hume e Montesquieu
18:00 – 18:30 Debate
03 outubro - Sábado
Mesa 4
Coordenação: Andrea Cachel
08:00 – 08:30 Rogério Soares Mascarenhas (UFBA)
O Estatuto da Ficção no Tratado da Natureza Humana
08:30 – 09:00 Diogo Bogéa (UERJ-FFP)
David Hume e o sujeito como ficção
09:00 – 09:30 Andreh Sabino Ribeiro (UFCE)
Hume, Sócrates Baconiano
09:30 – 10:00 Debate
10:00 – 10:30 Café
Mesa 5
Coordenação: César Kiraly
10:30 – 11:00 André Luiz Olivier da Silva (UNISINOS)
O ceticismo de Hume desde uma perspectiva naturalista
11:00 – 11:30 Anice Lima de Araújo (UFMG)
Hume e o Naturalismo
11:30 – 12:00 Andrea Cachel (USP-IFPR)
Idéias abstratas em Hume: o simples e a relação
12:00 – 12:30 Debate
12:30 – 14:00 Almoço
Mesa 6
Coordenação: Bruno Pettersen
14:00 – 14:30 Matheus Batista dos Reis (UFMG)
Uma análise sobre as diferenças entre os sistemas filosóficos de David Hume, Thomas Reid e James Beattie
14:30 – 15:00 André Vinícius Dias Senra (UFRJ – HCTE)
Crítica Fenomenológica de Husserl ao Empirismo de Hume
15:00 – 15:30 Bernardo Bianchi Barata Ribeiro (IUPERJ)
Algumas afinidades entre Spinoza e Hume
15:30 – 16:00 Cesar Kiraly (IUPERJ-PUC-RIO)
Hume e Nelson Goodman: sobre a causalidade e a ausência de por quê
16:00 – 16:30 Debate
16:30 – 17:00 Café
17:00 – 18:00 Encerramento com Lívia Guimarães
18:00 Reunião
Colóquio Hume-Spinoza, 15/05/2009
Chamada Convite:
O Laboratório de Estudos Hum(e)anos convida a todos à participação no Colóquio Hume-Spinoza. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas ao se escrever para o e-mail: contato@estudoshumeanos.com. São conferencistas convidados os professores: André Martins (UFRJ), Maurício Rocha (UERJ) e Francisco de Guimarães (PUC-Rio).

Publicações, em 2009:

Papéis Avulsos
http://www.estudoshumeanos.com/publicacoes.html

Revista Estudos Hum(e)anos, ISSN 2177-1006
http://revista.estudoshumeanos.com/

Material de divulgação acadêmica, em 2009:

Vídeos das Conferências Disponíveis pela Internet:

Le Concept de Tolérance
http://www.youtube.com/user/estudoshumeanos#grid/user/EB090DD43B29FB10

Conferência de Encerramento do I Encontro Hume, Livia Guimarães UFMG
http://www.youtube.com/user/estudoshumeanos#grid/user/FF9AD988430C5A86

Conferência de Abertura do I Encontro Hume, Paulo Tunhas UFP Portugal
http://www.youtube.com/user/estudoshumeanos#grid/user/A0A93B1475A232AB

Colóquio Hume e Freud
http://www.youtube.com/user/estudoshumeanos#grid/user/089E577112669D3C

Colóquio Hume-Spinoza
http://www.youtube.com/user/estudoshumeanos#grid/user/22814F93C8A85C95

Seminários de Pesquisa:
Seminário de Filosofia Moderna
O Seminário de Filosofia Moderna funciona como um grupo de estudo, no qual são feitas leituras e debatidos os textos. Não existe um expositor fixo, sendo determinado pela disponibilidade dos participantes. Não são exigidos conhecimentos prévios dos autores discutidos.
Quarta-feira de 17:00 às 18:30
Início 15 de Setembro de 2009
Término 25 de Novembro de 2009
Em decorrência da leitura das Meditações de Descartes, e de algumas questões suscitadas acerca da lógica da razão e da lógica da experiência, julgou-se por bem continuar as discussões sobre o tema. A idéia do seminário é investigar as teses de Leibniz acerca do Ensaio sobre o Entendimento Humano de John Locke. Os argumentos de Leibniz são desenvolvidos em Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano. A leitura e a percepção das teses é o objetivo principal do seminário deste semestre, todavia, ainda existe a pretensão de prepararmos o terreno para a leitura mais adiante do Discurso de Metafísica, bem como, as cartas trocadas entre Leibniz e Arnauld, concernentes ao tema.
Locke, John. Ensaio sobre o Entendimento Humano.
Leibniz, Gottfried Wilhelm. Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano.
_______. Discurso de Metafísica.
Cartas entre Leibniz e Arnauld concernentes ao Discurso de Metafísica.

O Princípio de Responsabilidade de Hans Jonas, duas posições

Uma Ética contra a Destruição, por Wendel Antunes Cintra

Em 1964 o cineasta estadunidense Stanley Kubrick lança o excelente filme Dr. Fantástico (cujo título original é um pouco mais longo e sarcástico: Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb), no qual satiriza a situação absurda a que havia chegado a humanidade após a crise dos mísseis de 1962. De um lado, um surpreendente e assustador desenvolvimento tecnológico-militar, capaz de destruir por dezenas de vezes o planeta Terra. De outro, burocratas, conselheiros e líderes políticos (boa parte deles fanáticos e estúpidos) movendo-se no interior da delicada geopolítica que caracterizava a disputa entre EUA e URSS.

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Um Princípio para a Responsabilidade
, por Igor Suzano Machado

A obra O Princípio Responsabilidade: Ensaio de uma Ética para a Civilização Tecnológica, de Hans Jonas, não é uma obra exemplar das Ciências Sociais. É, sem sombra de dúvidas, uma obra de Filosofia. Se ela dialoga com autores clássicos da disciplina, como Weber e Marx, é porque esses autores em muito ultrapassam os limites estritos desse campo do conhecimento. Da mesma forma, se ela trata de temas caros às ciências da sociedade, como as mudanças sociais ocasionadas pela assimilação de novas tecnologias e novos conhecimentos, também o faz por se tratarem, tais temas, de assuntos que convidam à reflexão os mais variados campos do saber.

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Primeira Jornada em História da Filosofia - Grupo Hume UFMG-CNPq

O Grupo Hume UFMG-CNPq, com apoio da FAFICH-UFMG e PROEX-PAIE/UFMG, promove a Primeira Jornada em História da Filosofia nos dias 03 e 04 de março de 2010, em Belo Horizonte.

PROGRAMAÇÃO

* 03 de Março

14:15 - 14:30 Abertura: Lívia Guimarães (UFMG)
14:30 - 16:30 Hume sem Indução: João Paulo Monteiro (USP-Universidade Nova de Lisboa)
16:30 - 17:00 Intervalo
17:00 - 19:00 O conceito de Ilustração Luso-Brasileira: Maria Beatriz Nizza da Silva (USP)

* 04 de Março

14:00 - 15:30 Hume e a Epistemologiaa: uma leitura: Anice Lima de Araújo (UFMG)
15:30 - 16:00 Intervalo
16:00 - 17:30 As várias vozes de Hume: Bruno Pettersen (UFMG)
18:00 - 19:00 Reunião Grupo Hume

Organização: Grupo Hume UFMG-CNPQ

Revista Estudos Hum(e)anos ISSN 2177-1006

Convidamos os colegas a conhecer a nova plataforma da Revista Estudos Hum(e)anos. Ela conta com dois números, o primeiro dedicado aos estudos do pensamento medieval e relações com a política, e o segundo dedicado aos pensamentos de Hume e Spinoza. Aceitamos contribuições livres para os próximos números.

Para conhecer, clique aqui.

Haus Wittgenstein

Wittgenstein faz parte de uma tradição de pensadores que podem receber o predicado de construtivistas. Por certo que a expressão é deveras ampla, mas de modo inequívoco quer dizer pelo menos uma coisa: trata-se de uma tradição intelectual que deseja colocar coisas em cima de outras e fazê-las durar nesta relação pelo menos por um tempo. A forte vontade de desencantamento da metafísica realiza um pouco essa vocação objetal dos conceitos. Não é novidade que Wittgenstein também era um construtor numa acepção bastante cotidiana. E não deixa de ser irônico que uma de suas construções tenha sido efetivamente uma casa para sua irmã. Ele trabalhou no projeto com Paul Engelmann, amigo arquiteto feito no front.

O experimento Bayle: forma filosófica, ceticismo, crença e configuração do mundo humano por Renato Lessa

O experimento Bayle: forma filosófica, ceticismo, crença e configuração do mundo humano

Começo por considerar o que pode ser designado como a forma Bayle. Thomas Lennon, em seu livro introdutório a respeito de Pierre Bayle, indicou algumas características centrais do experimento bayleano do Dictionnaire.1 Todas elas podem ser apresentadas pela interposição do termo forma: (i) presença de uma forma de explanação de caráter narrativo; (ii) uma forma de exercício filosófico na qual ocorre uma identidade entre filosofia e história da filosofia; (iii) uma aproximação entre as formas narrativas da história e da filosofia - e destas com a da ficção literária; (iv) uma forma de filosofia construída como diálogo.

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Le Concept de Tolérance

Em vídeo as conferências do encontro sobre o conceito de tolerância. Foi realizado numa parceria entre o Departamento de Filosofia da PUC-Rio, representado pelo professor Danilo Marcondes, e pelo Laboratório de Estudos Hum(e)anos representado, pelo professor Renato Lessa. Apontamos, aqui, três inícios das conferências, mas lembrando que podem ser assistidas na íntegra na lista de reprodução do encontro, ao se clicar aqui.

Syliane Malinowski-Charles: Spinoza et la tolérance : sur la nécessité et les limites de la liberté dexpression.

Stéphane Pujol: Tolérer l’intolérant ? De la pétition de principe aux actualisations littéraires.

Sébastien Charles: Voltaire penseur de la tolérance : du combat contre le fanatisme à la lutte contre l’athéisme.

Conferência de Encerramento do I Encontro Hume

Conferência de Encerramento do I Encontro Hume realizado no IUPERJ proferida pela professora Livia Guimarães da UFMG e coordenadora do Grupo Hume.

Assista a toda a exposição na lista de reprodução da conferência, clique aqui.

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