Relatório de Atividades do Laboratório de Estudos Hum(e)anos, 2009.
http://estudoshumeanos.com/
Coordenador Acadêmico:
Renato Lessa
Coordenador Executivo:
Cesar Kiraly
Pesquisadores:
Alexandre Bacelar Marques
Dotorando em Ciência Política pelo IUPERJ
André Luiz de Jesus Rodrigues
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ
Bernardo Bianchi Barata Ribeiro
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ
Cesar Kiraly
Doutor em Ciência Política pelo IUPERJ
Chiara Araújo
Mestranda em Ciência Política pelo IUPERJ
Cleber Ranieri Ribas de Almeida
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ
Cynthia Cristiane Guereiro Baldi
Doutoranda em Teoria Psicanalítica pela UFRJ
Gustavo Cezar Ribeiro
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ
Luís Falcão
Mestrando em Ciência Política pelo IUPERJ
Mayra Goulart da Silva
Doutoranda em Ciência Política pelo IUPERJ
Paula Pimenta Velloso
Mestranda em Ciência Política pelo IUPERJ
Paulo Henrique Granafei
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ
Pedro Luiz Lima
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ
Rachel Herdy
Doutoranda em Sociologia pelo IUPERJ
Rafael Assumpção de Abreu
Doutorando em Ciência Política pelo IUPERJ
Tereza Mendonça
Programa de Pós-Doutorado do IUPERJ e Doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP.
Pesquisadores Associados:
Caterina Koltai
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Cícero Romão Araújo
Universidade de São Paulo
Desidério Murcho
King’s College London
Diogo Pires Aurélio
Instituto de Filosofia da Linguagem da Universidade Nova de Lisboa – Portugal
Fernando Gil (in memoriam)
Joel Birman
Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade do Estado do Rio de Janeiro
John Christian Laursen
Universidade da Califórnia Riverside
Laura Gioscia
Professora da Universidad de la República (Uruguai)
José Raimundo Maia Neto
Universidade Federal de Minas Gerais
Rui Bertrand Romão
Instituto de Filosofia da Linguagem da Universidade Nova de Lisboa – Portugal
Paulo Tunhas
Universidade do Porto - Portugal
Plinio Junqueira Smith
Universidade de São Judas Tadeu
Linhas de pesquisa:
Pensamento Soberano, Abismo de Fundamento e Formas de Irresolução
Linha de investigação do pensamento político de Fernando Gil. Tradicionalmente lido como filósofo da teoria do conhecimento, as investigações de Fernando Gil sempre mantiveram proximidade com as questões da filosofia política. O que nos leva a aproximar: (1) investigação acerca dos modos de conhecer às (2) crenças, descritivas ou normativas, de como o mundo político deve ser constituído. Desde seu livro, Provas, Fernando Gil possui interesse em pensar o modo pelo qual questões cognitivas estão envolvidas em nossas crenças sobre a vida pública. Assim, a linha de pesquisa de investigação do pensamento de Fernando Gil privilegia as temáticas do pensamento soberano (indicações que Fernando Gil estabelece, tendo a prova ontológica de Anselmo, à compreensão da temática do poder soberano), da distinção entre fundamento e fundação e da relevância da distinção entre os atos de crença (convicção e evidência). Podemos sistematizar as preocupações da linha de pesquisa:
(I) pensamento soberano;
(II) distinção entre fundamento e fundação;
(III) distinção entre epistêmico e epistemológico.
David Hume em Auschwitz
Trata-se de uma linha de investigação baseada na análise da literatura de testemunho a respeito da Shoá, fundada nas seguintes questões:
(I) a possibilidade de um experimento humano baseado na supressão das crenças ordinárias;
(II) a utilização do argumento humeano a respeito da natureza humana (i.e. os seres humanos como animais que crêem) para uma representação possível do experimento do Holocausto;
(III) a tensão entre engajamento moral e ceticismo cognitivo presente em parte da literatura sobre a Shoá;
(IV) a produção de formas narrativas e de efeitos de conhecimento que resultam dessa tensão, em particular a decisão de mostrar, no lugar de explicar;
(V) o desenvolvimento de uma estética de fragmentos, dada a força da atitude cética básica diante de cenários que não permitem explicação sinóptica;
(VI) o campo de extermínio como lugar de uma relação assimétrica que ultrapassa as definições canônicas de poder, a indicar o desencontro básico entre a filosofia política e a experiência de Auschwitz.
Da Filosofia Política e das Crenças
A estratégia de investigação tomará por base uma distinção entre exigência epistemológica e exigência epistêmica, no que diz repeito à validação. A primeira reúne requisitos para asseverar a veracidade de uma proposição, no âmbito da relação entre o conhecimento e seu objeto (é por essa razão, que nesse domínio a validação dependerá quer da prova, quer da argumentação, pois incide sobre processos que podem ser mostrados). A segunda habita os domínios da relação entre o sujeito e o seu saber, e põe em ação mecanismos tais como evidência, convicção e crença.
Convite à Filosofia Política
A linha de trabalho aqui sugerida tem por finalidade a produção de um texto de introdução à história e a algumas questões fundamentais da filosofia política. A motivação fundamental para a elaboração do texto deriva de meu envolvimento com ensino de graduação, em teoria política, e com um projeto de disseminação de cultura científica – o Instituto Ciência Hoje, presidido pelo coordenador acadêmico do laboratório, professor Renato Lessa, desde 2003.
Trata-se, aqui, da elaboração de um livro, voltado para estudantes de graduação e de mestrado, com foco na dimensão necessariamente filosófica da teoria política. Tal dimensão está presente na necessária operação de mecanismos filosóficos, em todos os discursos a respeito da política. Tais mecanismos serão tomados como fios condutores para a apresentação históricamente ordenada de concepções de mundo. Em termos esquemáticos, tais mecanismos filosóficos podem ser apresentados como uma seqüência de decisões:
(I) decisões de ordem ontológica – a respeito do desenho do mundo;
(II) decisões de ordem antropológica – sobre modelos de natureza humana;
(III) decisões de ordem epistemológica – a respeito do alcance do conhecimento;
(IV) possível sobre o mundo social;
(V) decisões de ordem ética e a respeito de critérios de justiça;
(VI) decisões de ordem retórica.
Tal conjunto de decisões permite a representação da filosofia política como uma atividade de fabricação de mundos sociais possíveis. A idéia é por ao alcance de um público mais amplo um convite à reflexão sobre a política, de uma perspectiva filosófica, distinta dos enquadramentos tradicionais e correntes da história das idéias e dos conceitos.
Ceticismo e Teoria das Instituições
O ceticismo moderno possui larga agenda de temas relacionados à configuração, e diagramação, institucional da política, os quais podem ser reunidos sob a legenda construtivismo político; à semelhança com o construtivismo artístico, o ceticismo moderno inaugura um denso vocabulário pictórico para tratar dos conceitos políticos. A linha de pesquisa aborda os pensadores da filosofia da linguagem, bem como, os que convencionalmente são chamados de filósofos analíticos. Contudo, em virtude da abordagem humeana desses autores, inclusive abordagem criticista da idéia de regras sociais, a linha de pesquisa desenvolve trabalho acerca da irredutibilidade do conceito de crença aos seus aspectos regulares.
Filosofia Política e Psicanálise
Freud possui uma série de reflexões sobre a natureza humana, a natureza da vida social e sobre a natureza das instituições políticas. As intuições de Freud foram exploradas pela escola de Frankfurt, bem como, pelo pensamento francês de orientação estruturalista. Por outro lado, o pensamento de Freud pode ser investigado sob a chave reflexiva cética, pelos conceitos de crença e regra, sentimentos morais e paixões, bem como, prazer e dor, temas da antropologia cética. A linha de pesquisa investiga os autores das tradições freudo-marxistas, althusserianas e pensa os rebatimentos do ceticismo na psicanálise.
Teoria das Instituições de Arte
A convenção política costuma ler os fenômenos sociais sob a perspectiva da soberania, de modo que as instituições são vistas pelo fundamento do infinito, do pensamento soberano, contudo, a abordagem filosófica da circunscrição revela outros critérios para a compreensão dos fenômenos políticos, a perspectiva da inventividade, da singularização e da autenticidade, pensamento estético; nessa perspectiva a fundação das instituições de arte são significativas da tentativa de horizontalização dos jogos de poder. A linha de pesquisa investiga os autores tradicionais da filosofia e da teoria da arte, bem como, os críticos de arte, do séc. XVIII ao séc. XX. Investiga as distinções entre as instituições modernas de arte e as novas configurações institucionais da arte contemporânea.
Simpósios, em 2009:
Simpósio Internacional, Le Concept de Tolérance – 07/12/200
Chamada Convite:
O Laboratório de Estudos Hum(e)anos do IUPERJ e a PUC-Rio convidam a todos a participar da Jornada “A Questão da Tolerância” com os professores Syliane Malinowski-Charles (Bishop’s University), Stéphane Pujol (Université de Paris, IV) e Sébastien Charles (Université de Sherbrooke, Québec, Canadá). O evento será realizado no dia 7/12/2009 às 9:00.
7/12/2009
Jornada IUPERJ/PUC-Rio
A Questão da Tolerância/Le Concept de Tolérance
Sessão I: Coordenação Renato Lessa (IUPERJ)
9:00-10:00h Syliane Malinowski-Charles (Bishop’s University, Canada): Spinoza et la tolérance : sur la nécessité et les limites de la liberté d’expression
10:00-10:30h debate.
10:45-11:45h. Stéphane Pujol (Université de Paris, IV): « Tolérer l’intolérant ? De la pétition de principe aux actualisations littéraires ».
11:45-12:15 debate.
12:15-14hs intervalo para almoço
Sessão II: Coordenação Danilo Marcondes (PUC-Rio)
14:00-15:00hs. Sébastien Charles (Université de Sherbrooke, Québec, Canadá): Voltaire penseur de la tolérance : du combat contre le fanatisme à la lutte contre l’athéisme.
15:00-15:30h. debate.
15:30hs. Encerramento
Colóquio Hume e Freud, 04/12/2009
Chamada Convite:
Colóquio Hume e Freud (04 de Dezembro)
A idéia do Colóquio Hume e Freud é constituir um novo campo de questões em filosofia e psicanálise. Um novo vocabulário e uma nova gramática para tratar os assuntos de filosofia da mente, moral e política. Esta gramática não se confunde com aquela presente no campo lacaniano, como também não se confunde com aquela presente na psicanálise de orientação anglo-americana, ou ainda com as afinidades entre Heidegger e a psicanálise. Contudo, essa gramática é uma expectativa e a sua possibilidade é um experimento filosófico, cuja inauguração se dá com o presente colóquio. O conjunto de questões capaz de unir os pensamentos de Freud e Hume é relativamente bem delimitado: concepções de mente, concepções de moralidade e concepções de política. O presente colóquio cobrirá apenas o primeiro item desse conjunto de questões. Para isso, foram destacadas as obras dos percursos investigativos de Freud e Hume que abordaram o problema da mente. Noutra ocasião serão privilegiadas as províncias da moralidade e da política. Cabe lembrar que este colóquio faz parte do esforço de discussão entre filosofia política, ceticismo e psicanálise.
Programação:
14:00
Margarida Cavalcanti
Projeto para uma Psicologia Científica
14:30
Cesar Kiraly
Livro I do Tratado da Natureza Humana
intervalo
15:15
Simone Perelson e Isabel Fortes
Capítulo VII da Interpretação dos Sonhos
16:00
Renato Lessa
Investigação sobre o Entendimento Humano
intervalo
16:45
Joel Birman
Para Além do Princípio do Prazer
17:00
Joel Birman, Renato Lessa e Cesar Kiraly
Relações entre Freud e Hume
Participantes
Joel Birman
Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/RJ, 1971), Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ, 1976), Mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ/RJ, 1979), Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP/SP, 1984). Realizou seu Pós-Doutorado em Paris, no Laboratoire de Psichopathologie Fundamentale et Psychanalyse (Université Paris VII). Membro de honra do Espace Analytique, instituição francesa de Psicanálise dirigida por Maud Mannoni e Jöel Dor. Aprovação em Banca para “Directeur d´Étude em Sciences Humaines”, Université Paris 7 (fevereiro de 2008). Atualmente é professor titular / pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (desde 1991) onde leciona e é pesquisador no programa de mestrado e doutorado em Teoria Psicanalítica. Professor adjunto do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IMS-UERJ) desde 1986, atuando no mestrado e doutorado em Saúde Coletiva. Pesquisador no Collège International de Philosophie, em Paris. Colabora com várias publicações especializadas, no Brasil e no exterior, e é autor de vários livros. Atuando principalmente nos seguintes temas: psicanálise,história e filosofia das ciências e da saúde, feminilidade e sujeito.
Renato Lessa
Pesquisador I A do CNPq desde 2004 -, graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (1976) e Mestre (1987) e Doutor (1992) em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ). Realizou estágios de Pós-Doutorado na American University (Washington, DC) (1994); na Universidade de Lisboa (2004) e na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (Paris)- na qual foi Diretor de Estudos no Centre de Théorie et Histoire des Arts -, em 2005. Desde 1978 é professor de Teoria Política da Universidade Federal Fluminense, sendo desde 1994 Professor Titular. Professor Adjunto do IUPERJ de 1992 a 1999. A partir de 1999 ocupa, na mesma instituição, a posição de professor titular de Teoria e Filosofia Política. Recebeu, em 2006, do Ministério da Ciência e Tecnologia, a Medalha do Mérito Científico, vindo, com isso, a integrar a Ordem do Mérito Científico, na categoria comendador.
Simone Perelson
possui graduação em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1987) , mestrado em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992) , doutorado em Psychopathologie Fondamentale et Psychanalyse pela Universite de Paris VII - Universite Denis Diderot (1999) e pós-doutorado pela Universite de Paris VII - Universite Denis Diderot (2001) . Atualmente é professor visitante da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Colaboradora da Hospital Moncorvo Filho, prestadora de serviço da Barra D’or, Membro de corpo editorial da Psicologia Ciência e Profissão, Revisor de periódico da Revista Ágora (Rio de Janeiro), Revisor de periódico da Psicologia Ciência e Profissão, Revisor de periódico da Psicologia. Reflexão e Crítica, Revisor de periódico da Psicologia Clínica, Revisor de periódico da Cadernos de Psicologia - UFS e Membro de corpo editorial da Revista Ágora (Rio de Janeiro). Tem experiência na área de Psicologia , com ênfase em Tratamento e Prevenção Psicológica. Atuando principalmente nos seguintes temas: desejo gozo ética democracia totalitarismo.
Isabel Fortes
Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1988), mestrado em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1993) e doutorado em Teoria Psicanalítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Pesquisador docente com Bolsa de fixação pesq. (FAPERJ) no Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro de agosto de 2006 a agosto de 2008. Desde setembro de 2008 atua como Professor-Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica. Psicanalista, tem experiência na área de docência de Psicologia, com ênfase em Psicanálise, atuando principalmente nos seguintes temas: feminilidade, escrita feminina, identificação, sofrimento, pulsão, gozo, masoquismo, corpo e cultura contemporânea. Estes temas têm sido desenvolvidos a partir de Freud, Lacan, Bataille e Nietzsche.
Margarida Cavalcanti
Possui graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1982), mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1998) e doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2003). Tem experiência na área de Ciências Humanas e Saúde, com ênfase em Psicanálise, atuando principalmente nos seguintes temas: Freud, pulsões, clínica psicanalítica, subjetivação, Michel Foucault.
Cesar Kiraly
Professor do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio. Atua como Coordenador Executivo e Pesquisador do Laboratório de Estudos Hum(e)anos do IUPERJ. Desenvolve pesquisas em filosofia política, relativa às temáticas da filosofia da experiência política de Hume, da fundação epistemológica da ciência da política e da filosofia da linguagem política, em filosofia da arte, mais especificamente acerca das relações entre estética, crítica de arte e política e em filosofia do direito, no que concerne à lógica do direito, a fundação cética dos direitos humanos e ao positivismo jurídico. Publicou em 2009 o livro, sobre o pensamento de H. L. A. Hart, O Guarda-Chuva de Regras: um ensaio sobre a filosofia de Herbert Hart e trabalha atualmente no livro Os Limites da Representação: um ensaio sobre a filosofia de David Hume. Além disso, compõe a editoria da Revista Estudos Políticos do Núcleo de Teoria Política do Departamento de Ciência Política da UFRJ e da Revista Estudos Hum(e)anos do Laboratório de Estudos Hum(e)anos do IUPERJ.
I Encontro Nacional dos Pesquisadores em David Hume, 02 e 03/10/2009
Programação:
PROGRAMAÇÃO - I ENCONTRO HUME
02 outubro - Sexta feira
09:00 - 10:00 Abertura com Renato Lessa
Mesa 1
Coordenação: Marília Côrtes de Ferraz
10:30 - 11:00 Mário Sérgio da Conceição Oliveira Junior (UFPA)
Hume e a Condição Estética
11:00 - 11:30 Rafael Fernandes Barros de Souza (UNICAMP)
Da uniformidade de gosto
11:30 - 12:00 Julio Andrade Paulo (UFMG)
A beleza e a virtude no Tratado da Natureza Humana
12:00 - 12:30 Debate
12:30 – 14:00 Almoço
Mesa 2
Coordenação: Lívia Guimarães
14:00 – 14:30 Marília Côrtes de Ferraz (USP-FAPESP)
Hume e a crença na vontade livre
14:30 – 15:00 Marcos Ribeiro Balieiro (USP)
Sociabilidade e progresso em David Hume
15:00 – 15:30 Carlos Roberto Alves Lima
Da Delicadeza do Gosto e da Paixão em David Hume
15:30 – 16:00 Debate
16:00 - 16:30 Café
Mesa 3
Coordenação: Anice Lima de Araújo
16:30 – 17:00 Thais Cristina Cordeiro (IUPERJ)
A moral demonstrativa em Locke: uma leitura segundo Hume
17:00 - 17:30 Luís Alves Falcão (IUPERJ)
Os fundamentos da Economia Política em David Hume: a Economia como Ciência Moral
17:30 – 18:00 André Luiz de Jesus Rodrigues (IUPERJ)
As fragilidades do real: O regime de contingência em Montaigne, Hume e Montesquieu
18:00 – 18:30 Debate
03 outubro - Sábado
Mesa 4
Coordenação: Andrea Cachel
08:00 – 08:30 Rogério Soares Mascarenhas (UFBA)
O Estatuto da Ficção no Tratado da Natureza Humana
08:30 – 09:00 Diogo Bogéa (UERJ-FFP)
David Hume e o sujeito como ficção
09:00 – 09:30 Andreh Sabino Ribeiro (UFCE)
Hume, Sócrates Baconiano
09:30 – 10:00 Debate
10:00 – 10:30 Café
Mesa 5
Coordenação: César Kiraly
10:30 – 11:00 André Luiz Olivier da Silva (UNISINOS)
O ceticismo de Hume desde uma perspectiva naturalista
11:00 – 11:30 Anice Lima de Araújo (UFMG)
Hume e o Naturalismo
11:30 – 12:00 Andrea Cachel (USP-IFPR)
Idéias abstratas em Hume: o simples e a relação
12:00 – 12:30 Debate
12:30 – 14:00 Almoço
Mesa 6
Coordenação: Bruno Pettersen
14:00 – 14:30 Matheus Batista dos Reis (UFMG)
Uma análise sobre as diferenças entre os sistemas filosóficos de David Hume, Thomas Reid e James Beattie
14:30 – 15:00 André Vinícius Dias Senra (UFRJ – HCTE)
Crítica Fenomenológica de Husserl ao Empirismo de Hume
15:00 – 15:30 Bernardo Bianchi Barata Ribeiro (IUPERJ)
Algumas afinidades entre Spinoza e Hume
15:30 – 16:00 Cesar Kiraly (IUPERJ-PUC-RIO)
Hume e Nelson Goodman: sobre a causalidade e a ausência de por quê
16:00 – 16:30 Debate
16:30 – 17:00 Café
17:00 – 18:00 Encerramento com Lívia Guimarães
18:00 Reunião
Colóquio Hume-Spinoza, 15/05/2009
Chamada Convite:
O Laboratório de Estudos Hum(e)anos convida a todos à participação no Colóquio Hume-Spinoza. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas ao se escrever para o e-mail: contato@estudoshumeanos.com. São conferencistas convidados os professores: André Martins (UFRJ), Maurício Rocha (UERJ) e Francisco de Guimarães (PUC-Rio).
Publicações, em 2009:
Papéis Avulsos
http://www.estudoshumeanos.com/publicacoes.html
Revista Estudos Hum(e)anos, ISSN 2177-1006
http://revista.estudoshumeanos.com/
Material de divulgação acadêmica, em 2009:
Vídeos das Conferências Disponíveis pela Internet:
Le Concept de Tolérance
http://www.youtube.com/user/estudoshumeanos#grid/user/EB090DD43B29FB10
Conferência de Encerramento do I Encontro Hume, Livia Guimarães UFMG
http://www.youtube.com/user/estudoshumeanos#grid/user/FF9AD988430C5A86
Conferência de Abertura do I Encontro Hume, Paulo Tunhas UFP Portugal
http://www.youtube.com/user/estudoshumeanos#grid/user/A0A93B1475A232AB
Colóquio Hume e Freud
http://www.youtube.com/user/estudoshumeanos#grid/user/089E577112669D3C
Colóquio Hume-Spinoza
http://www.youtube.com/user/estudoshumeanos#grid/user/22814F93C8A85C95
Seminários de Pesquisa:
Seminário de Filosofia Moderna
O Seminário de Filosofia Moderna funciona como um grupo de estudo, no qual são feitas leituras e debatidos os textos. Não existe um expositor fixo, sendo determinado pela disponibilidade dos participantes. Não são exigidos conhecimentos prévios dos autores discutidos.
Quarta-feira de 17:00 às 18:30
Início 15 de Setembro de 2009
Término 25 de Novembro de 2009
Em decorrência da leitura das Meditações de Descartes, e de algumas questões suscitadas acerca da lógica da razão e da lógica da experiência, julgou-se por bem continuar as discussões sobre o tema. A idéia do seminário é investigar as teses de Leibniz acerca do Ensaio sobre o Entendimento Humano de John Locke. Os argumentos de Leibniz são desenvolvidos em Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano. A leitura e a percepção das teses é o objetivo principal do seminário deste semestre, todavia, ainda existe a pretensão de prepararmos o terreno para a leitura mais adiante do Discurso de Metafísica, bem como, as cartas trocadas entre Leibniz e Arnauld, concernentes ao tema.
Locke, John. Ensaio sobre o Entendimento Humano.
Leibniz, Gottfried Wilhelm. Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano.
_______. Discurso de Metafísica.
Cartas entre Leibniz e Arnauld concernentes ao Discurso de Metafísica.