O Princípio de Responsabilidade de Hans Jonas, duas posições
Uma Ética contra a Destruição, por Wendel Antunes Cintra
Em 1964 o cineasta estadunidense Stanley Kubrick lança o excelente filme Dr. Fantástico (cujo título original é um pouco mais longo e sarcástico: Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb), no qual satiriza a situação absurda a que havia chegado a humanidade após a crise dos mísseis de 1962. De um lado, um surpreendente e assustador desenvolvimento tecnológico-militar, capaz de destruir por dezenas de vezes o planeta Terra. De outro, burocratas, conselheiros e líderes políticos (boa parte deles fanáticos e estúpidos) movendo-se no interior da delicada geopolítica que caracterizava a disputa entre EUA e URSS.
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Um Princípio para a Responsabilidade, por Igor Suzano Machado
A obra O Princípio Responsabilidade: Ensaio de uma Ética para a Civilização Tecnológica, de Hans Jonas, não é uma obra exemplar das Ciências Sociais. É, sem sombra de dúvidas, uma obra de Filosofia. Se ela dialoga com autores clássicos da disciplina, como Weber e Marx, é porque esses autores em muito ultrapassam os limites estritos desse campo do conhecimento. Da mesma forma, se ela trata de temas caros às ciências da sociedade, como as mudanças sociais ocasionadas pela assimilação de novas tecnologias e novos conhecimentos, também o faz por se tratarem, tais temas, de assuntos que convidam à reflexão os mais variados campos do saber.
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Março 24th, 2010 at 7:46 pm
Quando li o artigo, fui imediatamente conduzido aos portões da ética dos mecanismos uque discute as novas tecnologias em religião.Filosofia e Ciências Sociais me permitiriam dialogar com o articulista democráticamente. Porém quando discuto o mesmo texto na graduação de Teologia,verifico que todos os cismas renascem ferozes banhados de preconceitos e dogmas. Ética para a Civilização Tecnológica está muito além da Ética para a civilização tecnológica da igreja contemporânea que estática ainda cerceiam o conhecimento amplo que esta ferramenta propõe. Não cheguei nem perto de Weber e Marx para ver a contrição nos rostos de alguns acadêmicos e de coordenadores de curso.A frase mais ouvida durante a minha leitura foi: “Cuidado com a sua fala”, pois o tema é expansivo demais.Olhe por exemplo o parágrafo destacado entre aspas,me disse um coordenador aflito: “Da mesma forma, se ela trata de temas caros às ciências da sociedade, como as mudanças sociais ocasionadas pela assimilação de novas tecnologias e novos conhecimentos, também o faz por se tratarem, tais temas, de assuntos que convidam à reflexão os mais variados campos do saber”. Será que não suscitará equivocos por parte dos acadêmicos? A julgar pelo pensamento do coordenador, continuar com meus alunos neste espaço é tudo de bom.