ceticismo e psicanálise

O ceticismo é uma filosofia das afinidades eletivas. Toda filosofia possui um núcleo cético, muito embora nem todas as filosofias sejam céticas. Mas ainda não foi pensada uma psicanálise cética. A psicanálise possui uma série de argumentos céticos, mas ainda não foi pensada, de modo sistemático, como podendo ser orientada para o ceticismo filosófico. Este ano o III Encontro Nacional de Pesquisadores em Filosofia e Psicanálise contará com a tentativa de pesquisadores do L(E)H em mostrar as fundações de elementos para se pensar a psicanálise desde o ceticismo. Levar a psicanálise para a política parece ser o caminho para essa questão.

A chamada de trabalhos:

III Encontro Nacional de Pesquisadores em Filosofia e Psicanálise

“Psicanálise e Sociedade”

Universidade Federal Fluminense - Universidade Federal do Rio de Janeiro

24 a 27 de novembro de 2008

Chamada para apresentação de papers

O Encontro Nacional de Pesquisadores em Filosofia e Psicanálise é um evento bienal. Este III Encontro, que acontecerá no Rio de Janeiro, na UFF e na UFRJ, será organizado pelo Departamento de Filosofia da UFF, pelo PPG em Teoria Psicanalítica da UFRJ, pelo PPG em Filosofia da USP, pelo PPG em Filosofia da UFSCar, pelo PPG em Psicologia da PUC-Unicamp, pelo Núcleo de Psicanálise, Discurso e Laço Social (UFF) e pelo Laboratório de Pesquisas em Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (USP). O evento conta ainda com o apoio do GT “Filosofia e Psicanálise” vinculado à ANPOF.

O III Encontro Nacional de Pesquisadores em Filosofia e Psicanálise terá mesas destinadas à apresentação de papers de professores, bem como de mestrandos e doutorandos que pesquisam na área. Tais papers devem dizer respeito a temas claramente inseridos no campo de reflexões que cobre o recurso filosófico à psicanálise. Cada apresentador terá 20 minutos de exposição mais 10 minutos de debate. Os interessados devem enviar um resumo de, no máximo, 2000 toques até o dia 15 de outubro de 2008 para analise@uff.vm.br . A lista dos papers aprovados será divulgada no dia 31 de outubro de 2008. O tema geral do Encontro este ano será “Psicanálise e Sociedade”.

Conferencistas confirmados:

Eran Dorfman (Israel)

Christian Hoffman (França)

Edgardo Gutiérrez (Argentina)

Anna Carolina Lo Bianco (UFRJ)

Antônio Teixeira (UFMG)

Claudia Murta (UFES)

Cláudio Oliveira (UFF)

Christian Dunker (USP)

Ernani Chaves (UFPA)

Fernanda Costa-Moura (UFRJ)

Francisco Bocca (PUC-PR)

Francisco Leonel Fernandes (UFF)

Gilson Iannini (UFOP)

Isabel Fortes (UFRJ)

Isleide Arruda Fontenelle (FGV-SP)

Joel Birman (UFRJ)

José Francisco Miguel Henriques Bairrão (USP-RP)

Leopoldo Fulgencio (PUC-Campinas)

Marcos José Müller-Granzotto (UFSC)

Paulo Vidal (UFF)

Regina Herzog (UFRJ)

Ricardo de Sá (UFF)

Richard Theisen Simanke (UFSCar)

Tania Rivera (UnB)

Vincenzo di Matteo (UFPE)

Vladimir Safatle (USP)

Walter Evangelista (UFMG)

Zeljko Loparic (Unicamp)

Comissão Organizadora:

Cláudio Oliveira (UFF) Richard Theisen Simanke (UFSCAR)

Joel Birman (UFRJ) Leopoldo Fulgencio (PUC-Campinas)

Vladimir Safatle (USP)

A filosofia da linguagem de Rousseau: Bento Prado Jr.

Não aparecem livros inéditos com muita facilidade. Ainda mais um inédito do saudoso Bento Prado Jr. Este não é qualquer inédito. É um inédito de Bento Prado Jr. Um inédito com uma tese bastante subversiva. A filosofia da linguagem de Rousseau como ponto central de sua filosofia política. O livro, cuja timidez de Bento Prado não permitiu publicar em vida, tem como título A Retórica de Rousseau e Outros ensaios. Porque sabemos há muito: diga a sua linguagem, que lhe direi a sua justiça.

História do Anonimato

O ceticismo tem uma história e faz uma história, uma história constituída por representações, idéias, e uma história produzida por representações, idéias. Não se pode dizer que o Eu cético seja excessivo, antes de tudo, o Eu do ceticismo é diaphônico. Este pequeno ensaio de Terry Eagleton, publicado domingo 7, no caderno Mais, da folha de São Paulo, explana algumas linhas sobre o despertencimento do Eu, e a sua existência. As associações com Montaigne são necessárias, sempre.

História do anonimato

TERRY EAGLETON

Todas as obras literárias são anônimas, mas algumas são mais anônimas que outras.
Faz parte da natureza de um texto escrito o fato de conseguir se manter sozinho, livre de seu progenitor, podendo dispensar a presença física deste (ou desta).
Nesse sentido, o texto escrito se assemelha mais a um adolescente que a um bebê.
Diferentemente da fala, a escrita é significado que se libertou de sua fonte. Alguns tipos de escrita -por exemplo, ingressos para o teatro ou bilhetes deixados para o leiteiro- estão mais intimamente vinculados a seus contextos originais do que “O Paraíso Perdido” [de John Milton] ou “Guerra e Paz” [de Leon Tolstói].
Pelo fato de ser imaginária, a ficção não possui nenhum contexto original na vida real e, hermeneuticamente falando, pode, portanto, circular muito mais livremente que uma lista de compras ou uma passagem de ônibus.
Não podemos simplesmente tirar Auschwitz de nossas cabeças quando assistimos a “O Mercador de Veneza” [de Shakespeare]. O significado pretendido pelo autor nem sempre passa por cima do significado atribuído pelo leitor.
Walter Benjamin acreditava que as obras literárias secretam certos significados que podem ser liberados apenas em sua pós-vida, quando elas passam a ser lidas em situações até então imprevisíveis. Ele pensava algo semelhante em relação à história em geral.
As possibilidades futuras de “Hamlet” são parte do significado da peça, embora seja possível que nunca cheguem a se realizar. Um dos maiores romances ingleses, a obra-prima do século 18 “Clarissa”, de Samuel Richardson, voltou a ser legível à luz do movimento feminista do século 20.
Expulsa de sua “casa” de origem, sem-teto e órfã, a escrita literária é obrigada a sobreviver de um dia para outro e, desse modo, possui uma semelhança curiosa com o pícaro ou o vagabundo errante que protagonizam tantos romances.
Um texto pode carregar a assinatura de um escritor específico sem realmente fazer parte da obra dele.
Por exemplo, nem todo texto que ostenta a assinatura de Karl Marx é necessariamente “marxista”. As intenções literárias que importam são embutidas na própria obra, um pouco como a estrutura de uma cadeira “pretende” que nos sentemos nela.
O eu remete a raízes insondavelmente anônimas. Homens e mulheres emergem como seres únicos por meio de um meio (quer o chamemos “geist”, história, linguagem, cultura ou o inconsciente) que é implacavelmente impessoal.
No próprio núcleo da personalidade, nos diz a era moderna, estão em ação processos anônimos. Apenas por meio de uma salutar repressão ou do ignorar dessas forças é que podemos conquistar a ilusão da autonomia. O anonimato é a condição da identidade.
É essa doutrina intransigente que o modernismo vai herdar, à medida que a impessoalidade assume o lugar do ego romântico, que já vai tarde.
Para uma vertente do modernismo, o eu é deslocado pelas próprias forças que o constituem -ele é desalojado, retirado de sua casca, descentrado e despossuído.
Não somos nada mais que os portadores anônimos do mito, da tradição, da linguagem ou da história literária. O único modo por meio do qual o eu pode deixar sua impressão digital distintiva, desde Flaubert até Joyce, é no estilo meticulosamente distanciador no qual ele se mascara.
A linguagem, propriamente dita, pode ser destituída de autor, mas o estilo, como afirma Roland Barthes em “O Grau Zero da Escrita” [Martins Fontes], mergulha diretamente nas profundezas viscerais do eu.
Outra vertente do modernismo retorna à própria subjetividade, como se a título de refúgio. O eu pode ser inconstante e fragmentário, mas existe algo em que podemos confiar: no imediatismo de suas sensações.
E, embora a essência do eu como condição hoje seja impalpável, existem certos momentos raros em que ela pode ser momentaneamente recapturada. Já o pós-modernismo, em contraste, ensaia o conto modernista do eu desalojado e descentrado, mas sem as consolações de um eu essencial.
“Anonymity - A Secret History of English Literature” [Anonimato - Uma História Secreta da Literatura Inglesa, ed. Faber and Faber, 224 págs., 17,99, R$ 57], de John Mullan, está longe de tecer tais reflexões grandiosas.
Trata-se de uma história do anonimato literário do século 19 até o presente e, sabiamente, se recusa a fazer uma grande narrativa de seu tema, com o argumento de que os motivos de tal anonimato são demasiado diversos.
Alguns autores são tímidos demais para enfrentar a publicidade, alguns são demasiado chulos, alguns exploram seu status de anonimato pela simples brincadeira, enquanto outros usam o anonimato como maneira perversa de provocar curiosidade.
Anthony Trollope recorria ao anonimato porque escrevia demasiado rápido e era sensível a acusações de produção excessiva. Anthony Burgess publicou anonimamente pela mesma razão, ou quase.
Ele também foi o resenhista não declarado de um de seus próprios romances, no “Yorkshire Post”. “Elegy” [Elegia], de Thomas Gray, o poema mais freqüentemente reimpresso da Inglaterra do século 18, foi publicado anonimamente.
Com modéstia decorosa, “Razão e Sensibilidade” foi assinado “por uma dama”, uma descrição bastante comum na época. Durante a vida da autora, nenhum dos outros romances de Austen foi publicado com seu nome.

Disfarces
Walter Scott publicou seus romances “Waverley” (os mais populares já vistos na Grã-Bretanha) sem, durante muitos anos, admitir sua autoria.
Os editores dos séculos 17 e 18 amiúde publicavam livros cuja autoria real era desconhecida até mesmo deles. Manuscritos freqüentemente eram deixados nas editoras no meio da noite, por intermediários disfarçados.
Havia também o “cross-dressing” autoral, mais normalmente de mulheres para homens que vice-versa. “Exemplos de mulheres que escolheram pseudônimos masculinos são múltiplos”, observa Mullan, “mas é muito mais raro encontrar homens se assinando com nomes de mulheres”.
Duas exceções notáveis foram Daniel Defoe e Samuel Richardson, que se refugiaram por trás de suas protagonistas mulheres.
As irmãs Brontë são um exemplo evidente de escritoras fazendo-se passar por escritores ou, pelo menos, ocultando-se atrás dos pseudônimos cuidadosamente andróginos de Currer, Ellis e Acton Bell.
Houve épocas em que o Estado precisava saber quem era o autor ou o impressor de uma obra para saber a quem processar por heresia ou sedição.
Em 1579, John Stubbs teve a mão direita decepada por escrever um texto opondo-se ao casamento de Elizabeth 1ª com um aristocrata francês. A própria Elizabeth recomendou que os impressores dos libelos anti-anglicanos “Marprelate” fossem submetidos à tortura.
Em 1663, um gráfico de Londres que publicou um folheto argumentando que o monarca deveria ter que responder a seus súditos e justificando o direito da população à rebelião foi sentenciado à forca e ao esquartejamento.
Mesmo assim, recusou-se a revelar o nome do autor do panfleto, embora a revelação pudesse ter salvo sua vida.
Entre os séculos 16 e 18, gráficos foram multados, encarcerados e colocados no pelourinho por publicar obras supostamente traiçoeiras cujos autores permaneciam ocultos. Ser o impressor de Jonathan Swift não era trabalho para covardes.
Destemido, John Locke inscreveu seu nome na página-título de seu “Ensaio Sobre o Entendimento Humano”, mas deu-se a enorme trabalho para preservar o anonimato de suas obras mais políticas.

Espancamentos
Outros atos de violência eram menos oficiais.
John Dryden foi espancado após deixar uma taberna devido a um poema anônimo atribuído a sua pena. William Blackwood, proprietário da “Blackwood’s Magazine”, foi açoitado em pelo menos duas ocasiões pelas vítimas de resenhas belicosas, e não assinadas, de seus colaboradores. O anonimato proporcionava não só perigo, mas também benefícios. Tobias Smollett foi quase certamente o autor de uma resenha elogiosa, não assinada, de seu próprio “Complete History of England” [História Completa da Inglaterra]. John Wilson escreveu uma carta anônima ao “Blackwood’s Magazine” defendendo Wordsworth de críticas não assinadas publicadas numa edição anterior do periódico e escritas por ele próprio.
Mesmo George Eliot, conhecida por pautar-se por seus altos princípios, escreveu resenhas anônimas da biografia de Goethe escrita por seu companheiro G.H. Lewes -a quem ela ajudara a escrever a obra.
Nem todos desaprovavam tais práticas. Stanley Morrison, que editou o “Times Litterary Supplement” nos anos 1940, declarava que a auto-resenha era o exemplo ideal do gênero.
Vindo de quem comandava um periódico inteiramente dedicado a colaborações anônimas, o comentário era perigoso.
Mullan encontrou um tema fascinante que ele trata com erudição e lucidez.
Mas falta ao livro o brilho instigante de suas melhores resenhas, e topamos com ocasionais trechos repetitivos ou cansativos. Há um epílogo absurdamente breve sobre os autores anônimos na era moderna, quando eles ou elas foram demasiado eclipsados pelos departamentos de publicidade de suas editoras.
Mesmo assim, há muito a ser apreciado. O livro parece ser voltado a um público amplo e com certeza representa uma tentativa louvável de fazer uma ponte entre a erudição literária e o leitor comum.

TERRY EAGLETON é professor de literatura inglesa na Universidade de Manchester e é autor de “Depois da Teoria” (Civilização Brasileira), entre outros livros. A íntegra deste texto foi publicada no “London Review of Books”. Tradução de Clara Allain.

Revista Sképsis

Revista Sképsis

O grupo de trabalho, História do Ceticismo, da ANPOF, criou um importante periódico para reunir as publicações acerca das temáticas do ceticismo. O periódico publica traduções, ensaios e resenhas. E, como abriga conjunto de céticos, não poderia deixar de contemplar artigos, cuja reverberação, invoca acaloradas discussões. Pode-se dizer, desde antes, que os debates travados, nas páginas da Revista Sképsis, serão estudados como os grandes debates da filosofia feita em português. Reproduzo as linhas de apresentação do periódico. Peço a leitura diária!

“Esta revista é um antigo projeto de Oswaldo Porchat. Há muitos anos, Porchat pensara em criar a Sképsis, revista ou coleção cuja finalidade seria reunir e veicular a produção filosófica sobre o ceticismo, tanto brasileira, como estrangeira. A seu ver, já havia, no Brasil, inúmeros trabalhos de boa qualidade sobre o tema, mas dispersos, e seria interessante traduzir alguns dos artigos estrangeiros importantes para que interessados no assunto pudessem conhecer as interpretações mais relevantes desde a redescoberta do ceticismo. Esse projeto nunca foi abandonado, mas não tinha sido levado adiante. Com o passar do tempo, as razões invocadas por Porchat somente ganharam força, já que o grupo de filósofos interessados no ceticismo cresceu muito e as pesquisas se tornaram cada vez mais especializadas. Assim, conforme as pesquisas brasileiras sobre o ceticismo foram se avolumando, a idéia de uma revista que reunisse os estudos antigos mais significativos, dando, ao mesmo tempo, vazão às produções recentes, deixou de ser um desejo pessoal e se impôs paulatinamente como uma espécie de necessidade coletiva.

A Sképsis é uma revista interinstitucional ligada ao GT-Ceticismo da ANPOF, um grupo de filósofos pertencentes a diversas universidades e regiões do país, com alguma inserção internacional e colaboradores estrangeiros. Esse grupo se reúne regularmente há mais de duas décadas em colóquios e outras formas de encontro. Faz parte de sua prática filosófica a exposição dos resultados parciais aos demais pesquisadores, a discussão aberta e sistemática de todas as idéias propostas, a submissão das hipóteses interpretativas e dos argumentos filosóficos à crítica dos colegas e amigos. O resultado natural desses debates exaustivos é uma produção em que as mútuas referências são constantes, mesmo quando não são explicitadas. Nesse sentido, a Sképsis é expressão da concepção de filosofia praticada por esses filósofos, cujas características principais são a abertura para o debate crítico e racional e a investigação constante, tanto das posições céticas, como daquelas que são franca e explicitamente contrárias ao ceticismo. Por isso, convida todos aqueles que gostariam de integrar esse amplo debate sobre as questões e os desafios céticos, bem como sobre as respostas que lhes foram dadas e as teorias que se lhes opuseram, a submeterem seus artigos para publicação”.

 Os Editores

Filosofia da Linguagem: ensaios introdutórios

Filosofia da Linguagem: ensaios introdutórios.

A academia estadunidense é bastante cuidadosa no oferecimento de textos introdutórios em filosofia da linguagem, ao contrário de muitos textos introdutórios publicados no Brasil, em todas as disciplinas filosóficas, as melhores introduções em língua inglesa promovem o recorte de alguns textos, e colocam o estudo desde as questões, no Brasil, alguns poucos livros introdutórios possuem esse caráter, dentre eles os livros do Professor Danilo Marcondes (há edição de Introdução à Filosofia e de textos de Ética, ambos excelentes). Um texto introdutório, em filosofia, não pode ser um ensaio menos, mas um ensaio preparado para ser abandonado pelas grandes obras, e não, uma prisão confortável. A Oxford University Press possui excelente introdução, cujo título é The Philosophy of Language, e tem como editor A. P. Matinich.

What is meaning? How is linguistic communication possible? What is the nature of language? What is the relationship between language and the world? How do metaphors work? The Philosophy of Language, considered the essential text in its field, is an excellent introduction to such fundamental questions. This revised edition collects forty-six of the most important articles in the field, making it the most up-to-date and comprehensive volume on the subject. Revised to address changing trends and contemporary developments, the fifth edition features seven new articles including influential work by Mark Crimmins, Gottlob Frege, David Kaplan, Frederick Kroon, W. V. Quine, and Robert Stalnaker (two essays). Other selections include classic articles by such distinguished philosophers as J. L. Austin, John Stuart Mill, Hilary Putnam, Bertrand Russell, John R. Searle, and P. F. Strawson.
The selections represent evolving and varying approaches to the philosophy of language, with many articles building upon earlier ones or critically discussing them. Eight sections cover the central issues: Truth and Meaning; Speech Acts; Reference and Descriptions; Names and Demonstratives; Propositional Attitudes; Metaphor and Pretense; Interpretation and Translation; and The Nature of Language. A general introduction and introductions to each section give students background to the issues and explain the connections between them. A list of suggested further reading follows each section.

Para a leitura do primeiro capítulo, clique aqui.

“O que mantém um homem vivo?: novos devaneios sobre algumas transfigurações do humano”

“O que mantém um homem vivo? (II): novos devaneios sobre algumas transfigurações do humano”
No dia 3 de setembro, às 19h, o ciclo de conferências “Mutações: a condição humana” segue com “O que mantém um homem vivo? (II): novos devaneios sobre algumas transfigurações do humano” . A curadoria é de Adauto Novaes.

Para pensar as possibilidades políticas dentro da lógica, um tanto ilógica, das mutações, parece não haver metáfora mais pertinente do que a do naufrágio e, por conseguinte, da navegação. Ambas tão antigas quanto a linguagem; ambas que não param de ecoar até hoje, no pensamento de um Hans Blumenberg por exemplo. Há que se descobrir, hoje, costas e ilhas, portos e alto-mar, velas e lemes, faróis e pilotos…

Mutações: a condição humana terá transmissão ao vivo pelo portal da Academia Brasileira de Letras.

Hume Society, 36th International Hume Conference, recebe artigos.

Todos os céticos do mundo reunidos!!! É recomendável que hegelianos deixem o Canadá no período entre 02 a 06 de Agosto. Porque terá curso a 36ª Conferência Internacional Hume, na cidade de Halifax, em 2009. Todos podem submeter artigos até o dia 01 de Novembro de 2008. As submissões devem ser enviadas para o correio eletrônico: submissions@humesociety.org , em arquivo anexo. Para maiores informações: http://myweb.dal.ca/nbrett/CallforPapers.htm. A Universidade que recebe é Dalhousie University and King’s University College. O tema geral é Naturalismo e Filosofia Humeana.

http://www.library.dal.ca/duasc/buildings/images/King's_Aerial_1962_PC1_18.43.jpg

Revista Analytica On Line

Os amantes das análises lingüísticas de textos filosóficos agora precisam dar adeus às tardes de solidão, porque a Revista Analytica agora está On Line, com todos os números antigos. Sabe aquele manuscrito perdido de Leibniz? Ou aquele pequeno ensaio pré-crítico de Kant? Então, na analytica você encontra artigos comentando parágrafo por parágrafo e contendas em torno de algumas linhas, textuais, mais suspeitas. No corrente número especial atenção para o artigo de Silvia Altmann: A existência como categoria modal.

Analyze this!

A divertida, e muito completa, revista Philosophy Now, acaba de lançar um número sobre psicanálise. Ler Freud como um filósofo é um dos grandes méritos do número. As relações entre Schopenhauer e Freud são exploradas. Alguns artigos abertos para leitura, sem pagar. Não deixem de ler a coluna: - querido Sócrates. Não há ensaios sobre Freud e Hume. A relação pouco explorada, mas largamente evidente, é sintoma do silêncio de estudos filosóficos sobre a natureza humana. Pode ser que essa natureza tenha saído de moda. Leiam o número, nas afinidades tradicionais, ou tradicionalmente demonstradas, a revista acerta, com vantagem.
Analyze This!

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